
- ONGs pró-vida, juristas, órgãos de saúde, profissionais do meio e também entidades a favor da mudança serão ouvidos em audiência pública. -
A solidão acompanhou a estudante de engenharia Ana* desde o momento em que descobriu a gravidez até dois anos depois que fez o aborto. “Eu estava sozinha quando decidi abortar, sozinha durante o procedimento, e sozinha depois, sem que ninguém soubesse tudo o que passei.” Aos 31 anos, ela é apenas mais uma mulher entre as milhares que, sem ver alternativa, interromperam a gestação ilegalmente. Era fevereiro de 2014, quando descobriu que estava grávida pela segunda vez. Mãe solo, indígena, longe do povo à qual pertence, sabia das dificuldades de criar uma criança sozinha. Optou pelo aborto, não por ser a solução mais fácil — nunca é. Mas por não se sentir amparada para seguir adiante.





