sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

PARA REFLETIR....


"Queres viver alegremente? Caminha com dois sacos, um para dares, outro para receberes."

- Johann Goethe -

PT DEFINE ESTRATÉGIA SOBRE O JULGAMENTO DE LULA


O PT reúne seu diretório nacional nesta sexta-feira, em São Paulo. No encontro, a legenda traçará sua estratégia para lidar com o julgamento de Lula na segunda instância do Judiciário e suas consequências. Um integrante do diretório informou ao blog do Josias de Souza as três principais preocupações do partido no momento:
1) Deixar claro que o PT não cogita adotar um “Plano B”. Nas palavras do dirigente petista, se o partido fosse intimado hoje a apresentar os nomes de três alternativas presidenciais, daria uma resposta fulminante: Lula, Lula e Lula. Sua candidatura timas consequências. Não cogita trocar de candidato nem mesmo na hipótese de decretação da prisão de Lula.
2) O partido deseja exibir sua “musculatura social” em 24 de janeiro, dia marcado pelo TRF-4 para julgar o recurso de Lula contra a condenação que lhe foi imposta por Sergio Moro no caso do Tríplex do Guarujá: 9 anos e meio de cadeia. Deseja-se levar para a frente do tribunal, sediado em Porto Alegre, uma multidão maior do que a que foi arregimentada para o primeiro depoimento de Lula a Moro.
3) Em caso de condenação, o PT deflagrará o que o dirigente chamou de “guerrilha jurídica.” Manuseará todos os recursos judiciais à disposição. Baterá às portas de todos os tribunais —do próprio TRF-4 ao STF, passando pelo TSE.



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A FALTA QUE FAZ O HUMOR


- Maciel foi responsável por divulgar a contracultura daqui e do exterior na sua coluna Underground, que assinava no ‘Pasquim’, um fenômeno jornalístico -

 Vivo dizendo que não sou nostálgico, que, como Paulinho da Viola, “meu tempo é hoje”, que o importante é curtir o momento, carpe diem, essas coisas.
Mas tenho recaídas, como a do último fim de semana, com a morte de Luiz Carlos Maciel, que me encheu de pesar e de recordações da época em que ele foi, como grande pensador, o guru de uma geração.
Eram os anos de chumbo, tempos difíceis — de censura, prisões, tortura e morte — e curiosamente de grande efervescência artística, a ponto de alguns acharem até hoje que a repressão estimulava a criatividade, quando na verdade era apesar, não por causa dela, que se criava tanto.
Maciel foi responsável por divulgar a contracultura daqui e do exterior na sua coluna Underground, que assinava no “Pasquim”, um fenômeno jornalístico que contava com Tarso de Castro, Sérgio Cabral pai, Ziraldo, Millôr, Jaguar, Francis, Ivan Lessa, Sérgio Augusto para dar dor de cabeça à ditadura. Não a derrubou, mas ridicularizou-a com a sua principal arma, o riso, deixando a lição de que, no entanto, é preciso cantar e não perder a graça.
Até então, pasquim significava panfleto, qualquer publicação sem qualificação e importância. Com humor e irreverência, o novo jornal subverteu forma e conteúdo, linguagem e conceito do que existia no mercado da informação.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

REFLEXÃO....

Há duas maneiras de espalhar a luz: ser a vela ou o espelho que a reflete.
- Edith Wharton -

SINATRA, O PODEROSO CHEFÃO DA ERA DO JAZZ


Me interessei pelas biografias do Frank Sinatra a partir do ano 2000. Estava em Chicago onde vivia uma filha. Era dia do meu aniversário e ela fez uma reserva me dizendo que eu iria adorar o lugar. Cheguei cedo. Era um lugar chique, sem sofisticação. Um senhorzinho de cabeça branca como barmen era o único habitante naquela hora. Me serviu um dry martini e continuou no que estava fazendo. Pus-me a olhar as paredes do bar. Todas decoradas com cartas e bilhetes. Emoldurados, criteriosamente datilografados, dirigiam-se a um único personagem: o dono do bar, seu amigo. Outra coisa me chamou atenção: em nenhuma das cartas havia maiúsculas. Tudo escrito em letras minúsculas.
Não me perdoo por haver esquecido o nome daquele personagem e do lugar. Como não me recordo do nome, nunca pude buscá-lo na internet. Busquei o bar. Apareceram mais de 20 lugares como preferidos do Sinatra na velha Chicago. Um deles,diz o mestre Google, era-lhe mais assíduo. Mas não há referências a cartas emolduradas na parede.
LONGAS CARTAS – Fiquei impressionado. Como um artista como Frank Sinatra encontrava tempo para escrever longas cartas (eram muitas) e saborosos bilhetes? Pelo que observei, seus textos lembravam uma vida, mas os escritos estavam datados, do primeiro ao último, em pouco menos de dez anos. Aquilo provavelmente não era nada diante da quantidade de amigos que Sinatra fez na vida. Dalí para frente busquei algo mais que o cantor. E como tem…

CONSERVADORISMO OU DECOMPOSIÇÃO DOS GOVERNOS DE ESQUERDA


- De hegemonia na América Latina a fantasma a ser espantado, como se deu o declínio dos governos ditos progressistas -

No fim da década de 1990 e início dos anos 2000, como contraponto ao modelo neoliberal implantado em vários países da América Latina, como Chile, Brasil e Argentina, os governos de esquerda começaram a ganhar força na região. Foram eleitos Hugo Chávez (Venezuela), Lula (Brasil), Nestor Kirchner (Argentina), Manuel Zelaya (Honduras), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai) e Tabaré Vázquez e depois Pepe Mujica (Uruguai). Começavam, assim, os anos de ouro dos governos populares ditos progressistas, favorecidos pelo boom dos preços das commodities. Atualmente, no entanto, o pêndulo tem retornado à direita.
De acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), as economias latino-americanas cresceram, entre 2003 e 2012, acima de 4%. Desde os anos 1960, a região não registrou um período tão intenso de crescimento. De 2002 a 2012, os níveis de pobreza caíram de 44% para 29%, e os de pobreza extrema, de 19,5% para 11,5%, segundo o jornal El País. O nível de escolarização inicial, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), foi de 55% a 75% no período de 1999 a 2011. O povo começou a receber atenção, a ter uma inclusão maior não só no âmbito social, como no consumo também. No Brasil, um dos trunfos do Lulismo, como é denominado o regime do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, foi aumentar o poder de compra, fazer a economia girar com a população mais pobre sendo ativa no mercado.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Destaque

A EMOCIONANTE AMIZADE ENTRE RAVI SHANKAR E GEORGE HARRISON

“Poderia me encontrar com qualquer pessoa. Podia ir a todas as residências de artistas de cinema, encontrar com Elvis e qualquer um mais e ...